15.6.08

Salvador Dali : Incomparável!

Salvador Felipe Jacinto Dalí nasceu em 11 de Maio de 1904 pelas 08h45, na povoação de Figueras, região de Catalunha, Espanha.

Desde cedo revelou talento para o desenho e o pai, um tabelião, mandou-o estudar em Madrid, na Escola de Belas-Artes de San Fernando, da qual seria expulso anos depois...

Na capital espanhola conheceu o cineasta Luis Bunuel e o poeta Federico García Lorca.

Em 1928, persuadido pelo pintor catalão Juan Miró, transferiu-se para Paris e aderiu ao movimento surrealista. Foi por essa época que conheceu a mulher do amigo e poeta Paul Éluard, Gala, sua futura companheira e modelo.

Colaborou então com Bunuel em dois filmes célebres: em 1928 no filme "Un chien andalou" (Um cão andaluz, no qual há uma cena em que vemos uma lâmina em ‘close’ vazar um olho humano) e em 1930 "L'Âge d'or" (A idade de ouro).

Nelas exibia um estilo maduro que, embora mostrasse certas influências de “De Chirico” atestava absoluta originalidade como representação de um mundo onírico, povoado de alegorias metafísicas e imagens sexuais, apoiadas numa técnica apurada.

A sua exposição de 1933 deu-lhe fama internacional e Dalí lançou-se, então, numa vida social repleta de provocações e excentricidades. Essa atitude, por alguns considerada mistificadora e venal, aliada a uma postura apolítica, provocou sua expulsão do grupo surrealista.

Durante esse período, adoptou o "método de interpretação paranóico-crítico", baseado nas teorias da psicanálise, associando elementos delirantes e oníricos numa linguagem pictórica realista, com frequentes imagens duplas e objectos do quotidiano como em "Construcção mole com ervilhas cozidas", "Praia com telefone", "Premonições da guerra civil", "Canibalismo de Outono" e "O sono".

Durante a Segunda Guerra Mundial, Dalí radicou-se nos Estados Unidos, perto de Hollywood, e colaborou em alguns filmes.

No final da década de 1940 regressou a Espanha e deu início a uma fase inspirada em obras-primas de pintores do passado e em 1952, Dalí pintou a obra "Galatéia de esferas", a qual é mostrada num selo da França com valor facial de 1,11 €, emitido em 21/06/2004.

Posteriormente, alternou a pintura com o desenho de jóias e a ilustração de livros. Enquanto isso, sucediam-se as retrospectivas de sua obra (Nova York, 1966; Paris, 1979; Madri, 1982) e, à medida que diminuíam suas aparições públicas, a polémica dava lugar à renovação do interesse pela sua pintura.

Em 1982, a admirada Gala morre – fato que incidiu negativamente sobre sua actividade artística... e em 23 de Janeiro de 1989 morre na mesma Figueras natal onde seu corpo jaz embalsamado.

Quem, senão ele, poderia ter afirmado: “Picasso” é um eunuco; Miró é incapaz de assassinar a pintura, como Prometeu; Cèzanne é a mais pura expressão da decadência da arte; Matisse não era mais que um pobre cozinheiro; Kandinsky teria sido um admirável fabricante de bengalas; Braque é um perfeito pintor de fachadas; Moore, comparado com Praxiteles, é o bruto da cidade"…

Salvador Dali : Incomparável!


8.6.08

Actividades MAGENTA / Junho

1)Até ao fim do mês de Junho pode apreciar uma exposição colectiva na sala Zé Penicheiro do Centro de Artes e Espectáculos, dos seguintes sócios artistas:
Anabela Salgado, António Menano, Carlos Miguel, Carlos Sousa, João Viola, Mário Costa, Filinto Viana, Conceição Mendes, Conceição Ruivo, Lucy Costa, Manuel Pinto, Manuela Sopas, Márcia Eunice, Ercília Pinto, Dacilde Fernandes, Dulce Menezes, J. M. Coutinho, Ramiro Calouro e Pilar.

2)Na sequência do Protocolo efectuado entre a Câmara Municipal da Figueira da Foz e a Magenta - Associação dos Artistas pela Arte - realizou-se mais uma exposição, desta vez na Junta de Freguesia de Lavos, que contou com a presença das respectivas presidentes, um representante do Museu Municipal e de vários visitantes.
Esta exposição está integrada nas festas locais de Santo António.
De realçar que, no âmbito destas exposições abrangidas pelo Protocolo, a Magenta tem vindo a angariar imensos sócios, nomeadamente na faixa etária mais jovem. Propõe-se então durante os meses de Julho e Agosto dar-lhes apoio no que se refere a Ocupação de Tempos Livres, na Figueira e também nas localidades de onde estes jovens são oriundos. A Magenta deslocar-se-á até eles com o apoio das respectivas Juntas de Freguesia.

3)Por sua vez, na sala de exposições da Magenta, na Avenida 25 de Abril, três artistas de nomeada expõem os seus trabalhos:
Um artista figueirense já bem conhecido da nossa praça, o Ramiro Calouro; Rosando, com um género de pintura com muita qualidade, que se deslocou de Viseu. E Del Castilho nosso sócio espanhol de Ciudad Rodrigo, com habitação também na Figueira da Foz e que nos faz a honra de pertencer à nossa Associação.
A inauguração fez-se no dia 1 de Junho com momentos de poesia declamada pela nossa sócia de Lisboa, Cyombra.
Estará patente ao público até final do corrente mês. Uma exposição a não perder.

1.6.08

Sardinha rainha

A verdadeira Festa da Sardinha
é no Coliseu Fig
ueirense!

Por mais que se tente promover uma enganadora ‘festa da sardinha’ colocando uns assadores à porta de alguns restaurantes “e tá a andar”, o que é certo que, para os figueirenses, a verdadeira Festa da Sardinha é no Coliseu.

Este ano a Festa da Sardinha decorrerá nos dias 7, 8 e 9 deste mês de Junho (Sábado, Domingo e Segunda-Feira) numa organização conjunta do Coliseu Figueirense com a Malta do Viso.

Este ano, e para que todos possam ter lugar (o que no ano passado foi difícil) o evento decorrerá no próprio redondel que terá uma capacidade para 500 lugares sentados!

Com o apoio do Centro Litoral na distribuição da sardinha (esperando-se que a greve da pesca não impeça esta Festa), Câmara Municipal, Junta de Freguesia de São Julião, Adega Cooperativa de Cantanhede, Auto-touril, Padaria Dionísio, Clube Tapas, Picadeiro, Recheio, Cruz e Cardoso e Tubo de Ensaio, destaque para as mais de 80 pessoas que, voluntariamente, irão trabalhar graciosamente.

Os três euros de entrada incluirão caldo verde, broa, vinho, sardinha e a animação, a cargo do Tubo de Ensaio.

No ano passado e durante os três dias (sempre com lotação esgotada!) a afluência foi de mais de 5.000 pessoas, 2 toneladas de sardinha, 700 broas, 2.000 garrafas de água, 600 litros de vinho e 800 litros de caldo verde.

Das 18 às 23 horas a sardinha vai ser rainha nestes 3 dias no Coliseu Figueirense.